A chama ritual


Liquore Strega: o mensageiro da chama azul da bruxaria.


Sobre o licor:


A presença do fogo durante o ritual simboliza a presença da divindade. A combustão do líquido de base alcoólica fornece uma chama azulada. O licor de ervas Liquore Strega é perfeito para esta adequação, já que é produzido na Itália e tanto o rótulo quanto a garrafa estão grafados com simbolismos pagãos. Dentre eles, a figura de um conjunto circular de mulheres nuas que dançam ao redor de uma nogueira, árvore considerada sagrada durante a Idade Média. Especificamente trata-se da imagem da Nogueira de Benevento, famosa por citações em registros históricos do processo da inquisição na Itália.

O nome Strega na Itália, significa “feiticeira, bruxa” e tem ligação com a palavra latina “strix” que designa a espécie de aves estrigiformes , popularmente conhecidas como corujas. Os hábitos crepusculares e noturnos e a associação com a noite explicam a analogia com a figura da feiticeira.

O licor podia ser encontrado facilmente em qualquer supermercado brasileiro. Atualmente está fora das prateleiras por algum motivo que desconheço.

O Liquore Strega é produzido na região italiana de Benevento desde 1860, pela família Alberti. Composto de aproximadamente 70 espécies de ervas nativas da Europa, América Central e Oriente. Sua coloração amarelada deve-se a adição de açafrão na infusão alcoólica. Após a fermentação, a bebida adquire um sabor extremamente pitoresco e o licor é a base de diversos coquetéis. Inicialmente a infusão de ervas foi criada para confecção de um tônico digestivo. Com o acréscimo do álcool o licor passou a ser rotulado como um bitter.

A imagem acima ilustra uma parte do rótulo do Liquore Strega.

Apontamentos de Tellus Mater



Sobre a utilização do licor em celebrações da Stregaria:

SPIRIT BOWL (CONCHA)

É um dos instrumentos mais antigos da bruxaria: a concha ou a vasilha. Originalmente, conchas grandes eram usadas para colocar água do mar para bênçãos e vários trabalhos mágicos. Estas conchas eram colocadas em altares de pedra (ou mesmo árvores caídas). A água do mar era colocada dentro da vasilha e uma concha branca era colocada no centro. Desta forma, a adoração à Lua poderia ser feita, mesmo quando a Lua não estava visível no céu noturno (e se necessário, dentro de casa). Se for utilizada uma vasilha, ela pode ser de cerâmica, vidro, ferro, madeira. Hoje no sistema Tríade de Tradições, a vasilha é chamada de Spirit Bowl e é colocada no centro do altar. Um líquido de base alcoólica (como o Strega Liquore) é colocado dentro e aceso. Isto é feito com gestos e encantamentos verbais para dar poder à chama. Uma vez que a chama se forma, ela é considerada a presença da Deidade, dentro do círculo ritual. Tradicionalmente, durante o ritual, uma mulher está sempre adicionando mais líquido no recipiente para que a chama não se extinga antes do término da celebração.

O CÁLICE

Na tradição aridiana, usa-se o cálice, que tem a mesma associação de “útero” que a spirit bowl. O cálice serve como uma espécie de Graal: a taça da transformação. Hoje, como na tradição antiga, tanto o cálice como a concha, são utilizados para fins devocionais.

Informações retiradas de artigo sobre a Vecchia Religione da Itália, de Tathy Morselli (Pietra di Chiaro Luna), inspirada no Livro Italian Witchcraft de Raven Grimassi.


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1 outras revelações:

Pietra disse...

Agradeço a confiança pela publicação do texto e por nos linkar!

Pietra